quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Viagens, viagens ...

Não tenho tido tempo nenhum para escrever desde que cheguei à terrinha, tem sido uma roda viva, tratar de documentos, almoço com amigas, tratar de documentos, estar com a minha princesa, enfim, até sexta será assim.. E porquê sexta? Pois bem, o grande dia chegou, não posso dizer que é o dia pelo qual tanto ansiava porque estaria a mentir, mas o dia que vai definitivamente mudar a minha vida, para sempre. Uma aventura, uma verdadeira mudança, que certamente me fará muito bem!
Ontem, dia 26 de Fevereiro, foi um dia um pouco agridoce para mim, amargo porque tive a despedida mais dolorosa da minha vida, despedir-me da minha mãe não foi nada fácil, mostrei-me sempre forte, sempre com um sorriso na cara, até ao momento em que entrei naquele autocarro e me desmanchei em lágrimas, olhar para ela através daquela janela e saber que tão cedo não poderei estar ali ao pé dela, não poderei sentir-me outra vez no miminho, é complicado realmente... Doce, porque foi tão, mas tão bom sentir outra vez o abracinho dela, foi tão bom vê-la, senti-la, ninguém consegue imaginar o quão feliz me senti ali, com ela...
Bem, mas vamos falar de aventuras, porque esta viagem foi realmente uma aventura, eu, tenho fobia a pontes, no entanto, decidi tornar-me mulherzinha e ser corajosa e passar a ponte 25 de Abril sem medos, e assim o fiz, acho que acabei de perder um medo, até fotos tirei... ihihihih


Foi realmente um dia de sol muito bom, quase morri dentro daquele autocarro, estava imenso calor mesmo, mas o meu querido S.Pedro resolveu tirar férias e como já cheguei cá, manda vir chuva, ai ai.
Na próxima sexta será mais um dia de viagem, lá vou eu em direcção a Paris, à cidade do amor, e vou mesmo encontrar o meu amor, ihih confesso que desde que fui comprar o bilhete (hoje), não paro de pensar como será o meu reencontro após um mês e três dias sem ele, parece pouco, mas foi uma verdadeira tortura...
Bem, lá vou eu continuar a arrumar mais roupa, e tratar dos últimos pormenores, o próximo post será escrito em Paris, prometo que publico a primeira foto que tirar quando lá chegar, certamente será bem acompanhada!

Divirtam-se e sejam muito felizes, é tudo o que vos peço.
E aos meus verdadeiros amigos, levo-os no coração, vocês sabem *

Beijinhos, 
Carla Salgado


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Adeus Alentejo!

E um mês passou, confesso que não dei por nada... Mas as saudades do meu amor apertam!
Poderia fazer uma retrospectiva dos dias que cá passei, mas vou guardar no coração, a minha vinda para cá foi essencialmente para me despedir da minha mãe, por isso devem entender que não é muito fácil falar sobre isso. Não passeei muito, não visitei nenhum sitio novo, não tenho coisas dessas para contar, costumo dizer que sempre que venho para cá venho em retiro espiritual, porque acreditem que é mesmo para isso que serve cá estar, a calma, a paz, o sossego, tudo aquilo que eu procurava e não encontrava, tal é a agitação em Delães, ouviam-se sempre pessoas a falar na rua, carros, aqui não.
Estar com a minha mãe foi, como sempre, algo que não consigo explicar, temos as nossas discussões e picardias, mas acima de tudo temos uma relação de melhores amigas, muita coisa aconteceu, e se ela não estivesse do meu lado, teria ido abaixo facilmente, teria ficado desanimada, mas ela não deixou, todos os dias, incansavelmente ela sentava-se ao meu lado e falava, disse tudo aquilo que eu precisei de ouvir, deu-me a força que eu nunca tive, e protegeu-me como se o mundo acabasse amanhã. Não, não estou a exagerar, quem vive longe dos pais, entende aquilo que eu digo, entende o quão difícil é estar longe de quem se ama realmente, é muito complicado estar longe das pessoas que só nos fazem bem! Muitas vezes essa conversa foi debatida com ela, e eu disse e digo sempre que para mim família é mãe e pai, que por muito que façam são as únicas pessoas no mundo que eu nunca irei virar as costas aconteça o que acontecer. E sei que no fundo o meu pensamento não está errado!
Mais uma etapa da minha vida está a chegar ao fim, e uma nova está prestes a começar, longe daqui, muito longe, agora sim posso dizer que vou viver longe dela, porque até aqui, era so entrar num autocarro e andar umas nove horas de autocarro (eu sei que parece muito), mas agora para poder estar com ela, é preciso entrar num avião e aterrar na cidade do amor, Paris. Confesso que está a ser muito complicado escrever isto, com ela perto de mim, minto se disser que a maior vontade que eu tenho é chorar, chorar e chorar, mas não posso, ela disse-me todos os dias que eu tenho de ser forte, para que as minhas fraquezas não tomassem conta de mim, e vou ser forte, por ela, e por todas as pessoas que todos os dias me dizem isso...

Agora, tenho de ver esta despedida de forma positiva, porque dentro de poucos dias irei reencontrar o amor, o meu amor, o verdadeiro e mais puro amor, ele, ele que este tempo todo esteve à minha espera, ele, que todos os dias me dizia: estou com saudades tuas, amo-te... Ele, e é para ele que irei a correr...


E a minha mãe, que eu tanto amo, levo-a no coração, sempre