sexta-feira, 26 de abril de 2013

Be free!

Todos sonhamos ser alguém um dia. Todos passamos por aquela fase em que temos várias duvidas sobre aquilo que somos, e aquilo que queremos. Pode até demorar anos até a certeza chegar até nós, podemos até mesmo nascer e saber aquilo que queremos definitivamente. Em criança dizemos que queremos ser médicas, cabeleireiras, modelos, na adolescência temos ideia fixa porque apaixonamo-nos por alguma disciplina e é isso que seremos. Na idade mais adulta, quando estamos prestes a realizar aquilo que idealizamos denotamo-nos que não era bem isso que queriamos ser. E surge o arrependimento, a falta de vontade e a deceção.
Sinceramente penso que nunca tive a certeza daquilo que quis ser verdadeiramente, desde os meus 12 anos que sonhei tirar Psicologia na universidade, mas nunca me imaginei a exercer em profissão, e por falta de meios, esse sonho não andou para a frente. Sempre gostei de dança, desde sempre, mas devido à minha vergonha nunca me inscrevi em nenhum grupo nem em nenhuma escola... Sempre gostei de teatro, e até cheguei a fazer aos 10 anos, mas depois meti na cabeça que não tinha jeito nenhum para a coisa e mais uma vez deixei passar. E hoje, ambas as coisas voltaram até mim, teatro e dança, deram-me a oportunidade de fazer um atlier cá em França e prometi a mim mesma que iria agarrar esta oportunidade com unhas e dentes, porque se um dia sonhei com isso, porque não realizar o sonho passados estes anos todos?
Nunca é tarde para sermos alguém, nunca é tarde para sermos o que queremos!

E vocês? O que sonham ou sonhavam ser?



Beijinhos,
Carla Salgado

terça-feira, 23 de abril de 2013

Amar sem ser amado...

Ainda lhe custava olhar para ele... Depois de todo o sofrimento que ele lhe causara ela não o conseguia esquecer, e os caminhos que por muito longinquos estivessem, cruzava-se a cada passo que davam. Chegara a ser bizarro. E ela sofrera. De todas as vezes que o vira de todas as vezes que se lembrara dele e dos momentos que proporcionaram um ao outro sentia-se vazia. No fundo, recordar fazia-lhe bem, mas não o bem suficiente para que se sentisse feliz. Porque algo estava a faltar. Algo faltava para lhe preencher o coração. E esse algo era ele. E sempre que ela pensara no quão fora magoada por ele, chorava, chorava de dor, por tudo aquilo que teve de passar, chorava de saudade, porque apesar de tudo o que passara, ele fazia-lhe falta. Era a ele que ela amava...
Foram traições, foram agressões verbais, foi um desgaste fisico e psicológico de tal forma intenso que ela sentia-se completamente só e vazia. E pensara, se valeria a pena passar por todo aquele sofrimento sem ele, o mesmo sofrimento que passara com ele... Valeria a pena sofrer? Pensara em acabar com a vida várias vezes, porque ela sentia que se ele não voltasse, ela deixaria de existir...

E no dia da sua morte, uma carta foi encontrada:
"Conheci-te, apaixonei-me, amei-te, deixei-te ir e sofri, tudo por ti. Só existi para te amar, fui feliz contigo, não posso negar, e mesmo depois de todo o sofrimento pelo qual me fizeste passar, continuei a amar-te. E recordei-te todos os dias após deixares-me, porque só isso me fazia sentir viva. E agora, agora que não estás mais comigo, vou morrer. Mas irei morrer com a esperança que um dia saibas o quão perdeste em teres-me feito sofrer, em teres destruido o amor que sentiamos um pelo outro! Mas, a minha maior esperança, é encontrar-te um dia. Quero que sejas feliz sem mim. Eu perdoo-te. Amo-te."



Sejam felizes

Beijinhos,
Carla Salgado