segunda-feira, 29 de abril de 2013

Une histoire de l'enfance

As redes sociais por vezes fazem-nos descobrir pessoas às quais nós pensamos estarem demasiado longe para não podermos contactar! Penso nisso várias vezes. Conhecemos centenas de pessoas, muitas marcam, muitas simplesmente passam sem deixar qualquer tipo de significado!
Os que nos marcam, os que nos fazem sorrir, são os nossos primeiros amigos, aquelas amizades que construímos na primária, no recreio da escola, onde temos a nossa primeira amiga, o primeiro namorado, a primeira "paixão", as primeiras brigas, as primeiras impressões, e são impressões que marcam verdadeiramente e ficam. E foi isso que me aconteceu...
Ela era uma menina como tantas outras, simpática, sorridente, divertida, meiguinha, super querida, e lembro-me, apesar dos meus seis anos que sempre nos demos bem, nunca foi uma amizade com turbulência, sempre brincávamos juntas no intervalo... Foram simples quatro anos, gostaria de descrever alguns momentos, mas confesso que não me lembro totalmente de tudo, lembro-me de a ouvir cantar várias uma música, à qual não quero dizer o nome porque tenho vergonha, e lembro-me de brincarmos, a correr para trás da escola. Aquela escola amarela que marcou a infância de muitas crianças.
Como disse, foram simples quatro anos. E no fim desse percurso, ela não foi para o ciclo conosco... Lembro-me muita bem de me sentir triste por nos termos separado todos, porque muitos mudaram de escola, e ela, ela foi viver para França, onde permanece até hoje.
E num dos dias em que vagueava pelo facebook, em meados de Março / Abril de 2011, recebi uma mensagem, desconhecia por completo a rapariga, e mesmo pelas fotografias não consegui perceber quem era, até que ela me diz o verdadeiro nome, onde morava, a escola que andava, e que se lembrava de mim. Fiquei super super super contente. É tão bom encontrar alguém que não vemos à tanto tempo, principalmente pessoas que fizeram parte da nossa infância, atrevo-me a dizer que fez parte do meu primeiro grupo de amigas.
Hoje, por ironia do destino, vim viver para França, e ela aqui está, para me dar apoio e me ajudar, como fez à mais de 15 anos atrás. Acho que começo a acreditar no destino. Continua a ser a pessoa simpática, sorridente, divertida, meiguinha e querida que conheci na primária.


J’espère que tu as compris. Je t'adore bien, et tu est très mignon *

Beijinhos / Bisou
Carla Salgado

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Be free!

Todos sonhamos ser alguém um dia. Todos passamos por aquela fase em que temos várias duvidas sobre aquilo que somos, e aquilo que queremos. Pode até demorar anos até a certeza chegar até nós, podemos até mesmo nascer e saber aquilo que queremos definitivamente. Em criança dizemos que queremos ser médicas, cabeleireiras, modelos, na adolescência temos ideia fixa porque apaixonamo-nos por alguma disciplina e é isso que seremos. Na idade mais adulta, quando estamos prestes a realizar aquilo que idealizamos denotamo-nos que não era bem isso que queriamos ser. E surge o arrependimento, a falta de vontade e a deceção.
Sinceramente penso que nunca tive a certeza daquilo que quis ser verdadeiramente, desde os meus 12 anos que sonhei tirar Psicologia na universidade, mas nunca me imaginei a exercer em profissão, e por falta de meios, esse sonho não andou para a frente. Sempre gostei de dança, desde sempre, mas devido à minha vergonha nunca me inscrevi em nenhum grupo nem em nenhuma escola... Sempre gostei de teatro, e até cheguei a fazer aos 10 anos, mas depois meti na cabeça que não tinha jeito nenhum para a coisa e mais uma vez deixei passar. E hoje, ambas as coisas voltaram até mim, teatro e dança, deram-me a oportunidade de fazer um atlier cá em França e prometi a mim mesma que iria agarrar esta oportunidade com unhas e dentes, porque se um dia sonhei com isso, porque não realizar o sonho passados estes anos todos?
Nunca é tarde para sermos alguém, nunca é tarde para sermos o que queremos!

E vocês? O que sonham ou sonhavam ser?



Beijinhos,
Carla Salgado