Desculpa...
Desculpa por te dar o poder da sobrevivência nas tormentas do mar.
Desculpa por te dar a liberdade de escolher o lugar onde o calor do teu coração queimava na dor.
Desculpa ter-te deixado mergulhar nas tuas próprias lágrimas na esperança que o nadador-salvador fosse o mesmo que te afogou.
Desculpa deixar-te acreditar que o amor pode ter realmente de todas as cores, quando sempre gostaste do preto.
Desculpa causar-te dor, aquela dor que dilacerou o teu coração vezes sem conta.
Desculpa fazer-te acreditar que és forte todos os dias.
Desculpa ter-te tirado o colo. Mas desculpa, acima de tudo, ter-te deixado sentar no trono de espinhos que pensavas ser o mais confortável.
No fundo eu acredito que tu és forte. Que és resiliente. Que acreditas. Que tens esperança. Que lutas. Que sobrevives.
Mas há dias que precisas de colo, e precisas de ser tu a cuidada.
Vamos sair desta juntas.
De mãos dadas.
Mais fortes do que antes.
Afinal isto foi apenas mais uma aprendizagem.
Já sobrevieste a várias tempestades não já ?
