sábado, 22 de agosto de 2026

Parar de Colorir Tempestades

(Escrito a 2/07/2026)


Tem algo bonito no redescobrir.

Assustador.

Mas bonito.

O ano passado, mais ou menos por esta altura, acreditava piedosamente que me estava a descobrir, que estava a aprender a me conhecer, a me curar, a amar-me mais. Mas voltei para o ponto de partida.

Acima do me redescobrir percebi que ainda me faltava viver mais, sentir mais, no fundo, ter a certeza das minhas capacidades.

Testei os meus limites a todos os níveis ! E isso adoeceu-me. Adoeceu-me tanto que dei por mim no chão a chorar todos os dias, sem conseguir respirar, mergulhada nas minhas lágrimas. 

A minha mente, por vezes, boicota-me, mas o meu coração trai-me! Faz-me acreditar na beleza dos lugares, mas não me deixa ver as tempestades que por lá passam. 

Tenho uma capacidade incrível de colorir o que não tem cor.

Precisei afogar-me no lago para perceber que afinal até sei nadar até a superfície.

Há um caminho tão longo ainda, e eu estou com muito medo. 

Mas não posso continuar a dar aos outros aquilo que começa a faltar em mim.


Preciso de me colocar em primeiro lugar. 

E se calhar foi esse o meu problema até hoje.

Nenhum comentário: