(Escrito a 2/07/2026)
Tem algo bonito no redescobrir.
Assustador.
Mas bonito.
O ano passado, mais ou menos por esta altura, acreditava piedosamente que me estava a descobrir, que estava a aprender a me conhecer, a me curar, a amar-me mais. Mas voltei para o ponto de partida.
Acima do me redescobrir percebi que ainda me faltava viver mais, sentir mais, no fundo, ter a certeza das minhas capacidades.
Testei os meus limites a todos os níveis ! E isso adoeceu-me. Adoeceu-me tanto que dei por mim no chão a chorar todos os dias, sem conseguir respirar, mergulhada nas minhas lágrimas.
A minha mente, por vezes, boicota-me, mas o meu coração trai-me! Faz-me acreditar na beleza dos lugares, mas não me deixa ver as tempestades que por lá passam.
Tenho uma capacidade incrível de colorir o que não tem cor.
Precisei afogar-me no lago para perceber que afinal até sei nadar até a superfície.
Há um caminho tão longo ainda, e eu estou com muito medo.
Mas não posso continuar a dar aos outros aquilo que começa a faltar em mim.
Preciso de me colocar em primeiro lugar.
E se calhar foi esse o meu problema até hoje.
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